segunda-feira, 16 de maio de 2011

Seivas de amor

Arrancas-me os botões
Da camisa…sensual
Onde os teus dedos
Não cabem…pela pressa
Do teu toque… abismal…
A tua língua húmida
Hirta…sentida …perdida
Molha-me os sentidos
Que me ardem…como ferida

Soltam-se… cristais,
Como vapores…aos Ais…
E meu ventre trilha já,
Um gemer!..
Um odor…
Que derrete glaciares…
E me cega… os olhos…
De prazer…

Ofegante a tua boca
Na minha…
Línguas unidas,seiva
Lambida…
No degustar…
…Majestoso…do
Manjar que se adivinha!

Minha vulva fechada.
Como botão de rosa…
Ao teu toque …meu amor…
Abre-se uma página …
A ler…somente em prosa…

Nesse copular…infernal
Sem paragens…nem cansaço…
És hospede…a caminhar pelo meu espaço
Em longuíssimas… viagens… sem igual

Humedecem… minhas entranhas,
Salivando …
Antevendo… o desejado…
O momento…
Na vulva que de novo
Se aninha…e aflora…
No querer tão doce e lento.
Ter-te... neste húmido abrigo…
Um pedaço do teu ser…
Por dentro!...e por fora!...

3 comentários:

  1. Mel, tens o dom que caracteriza o artista literário. Manobras as palavras como quem cultiva a terra...dando-lhe a fertilidade que só tu consegues! Revolves os sentidos de quem as lê, num tom de quem se despe de emoções e se entrega toda à vida. Parabéns <3

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  2. Obrigada pela tão grande generosidade! beijos de Mel

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  3. que lindo adoro este poema pois apetece despir todos os perconceitos
    Noé Baptista

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