domingo, 29 de janeiro de 2012

Amo-te

Porque te amo em silêncio?
Quando os meus sentidos teimam em gritar-te. Amo-te!
Sim. Amo-te!
Que mais poderei dizer a quem amo, do que a verdade que amordaço neste lugar onde me visto de fantasias…por não ser suficiente e audaz para aceitar, o que temo, meu amor? O que me faz calar?
Se amar… é amar!
Amo-te e agora saberás, que me despi de mim …pra te gritar. Apenas “Amo-te!”

sábado, 28 de janeiro de 2012

A Oblação De Amar





Convertida em Ninfa,
Pelo mar, esvoaçava, em vão
Eis, que vindo do nada
Visiono, o cupido, de seta apontada.

Julguei estar a sonhar,
À tona daquele mar,
Mas, o cupido foi cravando…Cravando…
Até meu o corpo confirmar…

Com a alma já enfeitiçada,
O cupido avançava…avançava,
Doidamente esculpindo em mim, a parte que me faltava.

Etilizou-me em pedaços de amor
Que foram gotejando, ardentes
Numa embriagues, de frases soltas, quentes

E, num sopro de vida ofertado.
Uno os meus lábios, aos lábios desejados
Quedo-me, então, aos pés do cupido, a orar…
Agradecendo, fervorosamente, a oblação de amar.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Devolve-me à vida.


Dá-me amor, o teu rir
Porque é dele que respiro
Dá-me amor, o teu sentir
Porque é dele, o meu tamanho

Sem o teu estar, eu não estou
Sem o teu caminhar, eu não vou
Dá-me amor, a formula deste viver
Sem tempo que conte, o tempo de sofrer

Tudo em ti, me é valioso
O teu ombro amigo,
O teu chorar carinhoso
És lapa onde me abrigo,
Nesta paisagem de folhas secas
Sem ti, não há verde...
Não há esperança que me valha
Nesta vida negra, canalha,
Onde nem a água, me mata a sede

Dá-me amor, o teu sangue quente
Que beberei, ao acordar docemente
Em goles, de abraços pelo abraçar
Vem, é imperativamente urgente!
Estes braços, que pendem do meu corpo,
Morrem em cada instante, pelo teu aninhar
Vem!
Dá-me a vida que levaste, abraçada ao teu olhar.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Existes!



Apetece-me acreditar....
Que em algum lugar existes,
E atestes o lago vazio...
Que guardo neste lugar,
E me catives, me afagues,
Me contemples e me guardes.
Neste lugar rendido, onde me trazes…
Onde me prendes, sem correntes,
Em amarras ausentes…
Em fragmentos, de ventos quentes,
Em obstinados silêncios, a vozear
Que me prendem neste lugar
De onde, não me quero separar…
Lugar, onde te roço, sem te tocar.
Existes!...
Porque em mim clareias, as margens do lago frio
Onde somente escoavam gotas, gastas de leitura.
Agora, é um rio que verte, vida em goteira,
Derramando sonhos a fio, em plena alvura,
No vigilante cativeiro, onde me prendes inteira.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Mulher

Despiste-me
De tudo…
O que me envolvia
Em segredo
Despiste-me
De tudo…
O que me apavorava
De medo.
Depois, nua...
Nem ao espelho me olhava
Não fosse ele
Mostrar-me a imperfeição,
Do secreto medo,
Que me acompanhava,
O espelho reproduziu então,
Uma correcta visão…
Uma mulher, inteira...
De alma e coração.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Um Dia

Um dia…
Seremos primavera…
Pombas brancas, riscando o céu,
Em silenciosas…quimeras
Um dia…
Seremos doce aragem, em ventos de verão,
Com breves miragens, aos que ainda cá estão.
Um dia…
Seremos trilhos, de Outono luminoso,
Inverno, em tempo amistoso…
Um dia…
Seremos espuma, que veste a praia,
De veludo adornado a cambraia
Um dia…
Longe de tudo…Até da imerecida tristeza
Seremos fantasia, em Carnaval de Veneza…
Um dia…
Seremos vento, oscilando docemente…
Em marés que moldam o abandono dolente
Um dia …
Seremos margem, singular sem beira…
De ventos em espiral, sem poeira.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Miragem


Na miragem muda
da imaginação
mora um sóbrio castelo
feito de areias
uma armação de árvore
tombada, inerte…
onde perecem como teias…
os sonhos desfocados
de uma vasta visão.
desfaço-a na passagem
  miragem…feita de areia sumida
 armação tombada, abatida
em deserto fugaz
disperso e audaz
na alucinada viagem da vida.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Meu corpo de jardim

No meu corpo,
 nascem rosas
que me enfeitam com soberania

Rosas, que desabrocham
 no meu corpo,
em quietude fantasia.

Colho-as,
em madrugadas,
sem espinhos ou folhas quebradas,

Apenas quando,
me suplicam silenciosas,
amparo e companhia.

São de um aroma majestoso,
 as rosas, que nascem
caprichosas, no meu corpo…

Como borboletas esvoaçando
com requinte…graciosas…
no meu corpo, de jardim.