terça-feira, 29 de maio de 2012

Sombras Reescritas.


Reescreve-me em beijos,
em abraços…Em sorrisos
desenha-me em folhas de prata
borrifadas nas águas do desassossego
em instantes perfeitos,
 feitos, no instante de um silêncio.


Partilha-me na tua pele, arranca de mim o sentir
aquele que de longe ecoa ainda, nos nossos sentidos


Clama-me…O quanto me desejas
em palavras, em escritos,
em bocas que ardem sufocadas
no vasto campo dos tempos perdidos

Ou então,
sonha-me oxidada…
Na oficina abandonada de um velho artesão.


sábado, 26 de maio de 2012

Sempre!


Saberei sempre, distinguir-te em cada vírgula,
Em cada [a] que não se esgota
Nas palavras que, como corda vacilante
Te fazem estremecer a carne, solta de ti

Saberei sempre…Quem és!

Minha fonte viva, onde brotam acácias em pedras soltas
Que ardendo de desejo,
Tentas controlar como barco, em maré de despejo

Abnegas o que mais desejas,
E colocas-te em posição de queda,
 Nas alucinantes lembranças, que te investem de mim.

Agora, não sou mais eu, quem em ti se passeia
És tu, quem me prescreve.

Eu,
Parti noutros braços, em viagem sem retorno
Na busca dos teus…
Encontrei-os com os olhos bem cerrados
Encontrei-os…Por fim, ao abri-los sem receio.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tão tarde...!



É tarde,
Que nem me lembro de mim
Nas tardes,
Em que como um livro, ao vento…
Se me folheiam
As páginas, num frenesim

É tarde sim.
Mas, apesar do tardio,
O livro que leio, são folhas,
Folhas, que não sei encerrar
Por ser tarde, fecho os olhos
E nele me arrebato a sonhar.

Por ser tarde,
As noites, chegam fugazes
E os dias tardios vão vazando
Como rio no seu leito
Nas tardes, em que sinto frio,
Por já ser tarde demais no meu peito.
Tão tarde…!

domingo, 20 de maio de 2012

MORRI



Na irrefragável força que nos envolveu,
como barcos atracados ao cais,
em abraços e beijos, de luar vivo.

Remoinhos imersos de verdade,
onde, desvendámos palavras acríticas,
que em nossos olhos arquivámos,
 na esperança, de uma reiteração viva.

queimámos os corpos, em desejos irrecusáveis
 em sorrisos abraçados,
 mas, inacabados no hálito do amanhecer.


Numa boca de paixão que ardeu,
em águas estagnadas de silêncio,
na distância tão curta, e tão longa
no abismo,
de um “Adeus”

Morri, na embriaguez dos sentidos
...entre...
duas bocas que se tocam por prazer.

Que  [ Preciso!]


Morri?
Não, não exigia, ter morrido!
Para renascer em renovadas frases de prata,
que à chuva do meu olhar, têm escurecido!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Existe em ti



Existe em ti…
Um rio…Retido na sombra do teu olhar
Em frases que se encantam
Na pauta…Dos teus versos raros…

Existe em ti…
Madrugadas de loucura…
De uma luz, intensamente, intensa de ternura…


Existe em ti…
Uma árvore solitária…Nua…De braços erguidos…
Em madrugadas que ignoram os sentidos

Existe em ti…
…Aves que não voam, não cantam, nem sonham
Tombaram…No pranto de um poema frio

Existe em ti…
Um lugar distante...Vazio…
Onde as estrelas adormecem…Numa inquietude que não merecem…

Existe em ti…
Um Mundo…Que te implora tempestade…Prontas a explodir em vontades…


Existe em ti…!