sábado, 21 de maio de 2011

Alheada

Alheada minha alma
Está dormindo,
Em bramidos gestos
Abandonados,
De tormentos,
E emaranhados…
Que não lamento
De ter perfilhado,
Saltam-me em
Rubros caminhos
Encontrando-se
Tão sozinhos,
Em auroras
Que me despertam,
Desnudando-me
Os sentidos,
Num palpitar,
Convincente
De frases, que me
Vão pairando,
Como primaveras cobertas,
De brumas incertas,
Até quando?...
Sou ainda a escuridão
Do dia que me cega
De ilusão, aos poucos,
Quero sentir o aconchego
Da noite fria,
Para me envolver quente,
No regozijo
De adormecer de pura alegria.

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