quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Apenas Eu

Quero dizer-te cantando...
acordaram orvalhados ...
os olhos [meus]
saudade...de ti...
de mim...
de nós...
do tempo em que éramos apenas,
um só.
Não te posso pedir: [Volta]
porque esse amor morreu...
na noite em que os sonhos...foram só meus!
As ruas estão desertas...
a cama fria... e incerta...
e a minha alma atenta...
aos sinais do Céu!
O que foi que aconteceu?
Seria eu cega de todo!?
Ou louca por um [adeus]...
Agora sei!...
apenas vejo o vulto...
que era teu...
nos meus sonhos de amante...
amante errante...
na constante sombra do meu [eu]

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Até o sol se cansa




O sol adormeceu de cansaço…
Vem a noite cair…nos meus braços…

A lua sorri…marota…
No meu céu de fantasias…à solta

Brilha, como pérolas brancas…
Num decote ….
Belo…e provocante…

E na terra cai…a sombra…
Tão…Insinuante…

Em cenário perplexo
Matreiro e vadio…

Onde os poetas são sentinelas
Guardiões de amor, versos…e velas…

Lua dos meus sonhos…
Abraço-te em mim

Num abrigo
Sem princípio… nem fim…

Oh…lua…Se sonhasses… tanto
…Quanto[ eu…]

Adormecias…apenas e quando…
Esgotassem… os sonhos meus!







.

sábado, 24 de setembro de 2011

Sotão



Beijo as palavras, por ironia…
Por teus lábios, eu não ter …
Lanço, beijos de fantasia…
Nesta forma do meu viver…

Recebe-os!... São sagrados! …
Os beijos ironizados…
Que beijo e torno a beijar…
São o [tanto]... que tenho guardado.

No sotão das minhas memórias…
Que busco…e torno… a rebuscar...
Nos retratos daquela …história…

Retratos... apenas …p´ra recordar!…
Ah... quantos… devaneios arrasto?
Nas memórias, que não consigo apagar!



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tempo

Preciso, que o tempo
               me dê tempo…

Para fazer sentir…
              ao tempo…

Que o tempo
             não existe…

Preciso de tempo…
              para ser tempo…

E no tempo, ter tempo…
              Para que a tempo…

Eu possa dizer…
             o que o tempo me dite!

E no tempo ficar…
             em tempo, sem limite…

O tanto, que sentia, no tempo
                  e o tempo não me dava tempo …

Para ter o meu tempo…
                       e no tempo ficar…apenas,


Em poemas…escritos… sem tempo!



Silêncio


Peço…silêncio… ao silêncio…

Quero ouvir-te… no silêncio…
Quero sentir-te…. no ar…

Em silêncio…

No ar onde silenciosa a [mente] em silêncio…
Respira…

Para ouvir…para sentir! …
Em silêncios…

Adormecidos no tempo…
Silêncios… que eram apenas…

Apenas…pausa p´ra respirar …
E
Poder dizer ao silêncio:

“Silêncio podes voltar!”
 Já é tempo…de te ouvir...
Falar!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O verbo "amar"


“AMAR”

Já esgotei o verbo
“Amar”
Já deixei de o
Conjugar…

Não sinto vontade
De o escrever,
Nem tão pouco
De o dizer…

“Amor”…
Hoje, é apenas...
Expressão…
Que habita por
Ocasião.

No ego onde quer
Crescer…
Por vaidade…ou não?!

Mas, o Amor a valer
Não é só palavra …

Nem perdão!...
“Amor”…

“Amor”…É Ser!...



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sente-me


Não tenhas pressa…
Deixa-me tocar-te …
Fecha os olhos…
Sente-me…
Sente a minha boca…
A tactear-te…
Os meus dedos…
A navegarem nos teus medos…
Agarra-me forte …
Não me soltes agora…
Sente-me…
Arrepia-me…
Despenteia-me…com os teus dedos…
Amarra-me…aos teus segredos…
Ou terei dos inventar…
Nesta chama que pulsa…
De paixão…
Onde o meu coração
Arde…sem parar...
Envolto num disfarce…
Urgente, de emoção…
Numa negra espera…
Num luto permanente…
Oh…minha impaciente,
Loucura…
Sem fim…
Que moras na impotência…
Que se despe pura…
De viver-te… em mim!…

Sou no Universo


Sou no Universo
uma migalha…
que ao vento
se move, e se espalha…
sou uma centelha…
Divida …
alma grande,
em mulher franzina…
sou quem vai
rodando, o leme …
com força desmesurada…
encontrando-me no [todo]
perdendo-me no [nada]
que grandeza…
tens… Universo?!…
que me propões viver…assim…
esquecendo-me de mim…
em cada manhã...
que acordo…
em cada esquina...
que dobro…
sinto, a missão…a cumprir...
abraçar o Mundo com alma…
e apenas…apenas sorrir!...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ave ferida



Os sonhos que me abatem…
nas horas…
                de delírio…

Onde te escrevo…
                     te procuro…
Na
 Face infinitamente oculta…
                               do meu querer…
 no verbo [amar]
                         me encontro
          …cheia de ti…

Em salmos sagrados…
                            …Te rezo…e me desprezo…
 Nos beijos…
                         em  que te sonho…indulgente…

E, me consomem…em…
tocar-te...como   [gente]


Na cadeia dos meus sentidos …
                 teimas ainda em gritar-me!...

Frases silenciosas …e cruas…
                             palavras…. tuas!…

Que vou temperando…em solidão…
            chorando!...

                     sem de mim, ter dó!…

Na esfera dolorosa … abatida…
                       como ave que cai ferida…

                                     E morre …Só!

domingo, 11 de setembro de 2011

Soletro-te


Soletro-te….
            Em silêncio…
           Com a serenidade de uma pena …
Pairando leve e pequena…
              Ao sabor do vento…
Embriago-me…
           Em pensamentos…de ternura…
Soletrando com doçura…
                              o [teu] nome...
Incrédula…sonho…
            em marés…calmas e planas
Camas de areia… dunas de teias…
           O céu…como manto…cobrindo…
o teu corpo nu…
Imperfeita visão, dos sonhos…meus
                Que vão pairando em pensamentos [ateus]
Em memórias…amarelecidas no tempo
                         …como medronho…
                               ...Soletro-te…Sonho-te…
 Em águas de prata…
               Imortalizo-te…Amarro fragatas…
               Perdidas, no meu imenso mar…
                                              De ilusões…
Em marés que refrescam… [gratas]
Uma história…de tempo, sem tempo…nem contradições.

Sei-te

[…] Sei-te!…
No presente…
Algo fosco…
Algo inconsequente…
Sei-te…em luta…
…Em causa …
Injusta e devoluta…
…Sei-te…
Em farto… lamento…
De, não encontrares o momento…
Aquele, que de mim…
Te ausenta…
De carícias sem tempo…
…Sei-te…aos molhos …
…Sinto nos teus olhos…
Gotas… de amargura…
Em sonhos…pendentes…
Em pesadelos ausentes…
… De ternura!…
…Sei-te!…
Porque…Sei!...
…Sei!...
Mesmo sem dizeres…
Saberei!...Sempre!...
Sempre…Te Sentirei!...

sábado, 10 de setembro de 2011

Vidas



Já, pratiquei a tolerância…
A humildade sem fragrância…

A contenção desmedida…
Hoje, pratico o rastreio de vidas…

Vidas, que não quero aplaudir…
Por serem apenas existências,

De puras vidas a dormir…
Já bebi do fel da injustiça…

Agora, acordei da preguiça …
Que guardei, para não fazer sofrer…

Ah …mas que se compadece…
Por sermos verdadeiro e sérios a valer…

O mundo está mutilado…
De verdade, amor, e compaixão…

São apenas palavras usadas…
P´ra nos gerar contemplação…

Mas um alerta aqui deixo…
Cuidado, não me imitem por favor…

Não vá o rastreio, ser à vossa pessoa
E percam, a sua essência e cor! 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sou fogo!


 
Engulo-te, nas labaredas do meu corpo em fogo…
Fogo, que acendes... num [todo]…
Onde, os meus olhos semicerrados…
Pedem aos teus, abraçados…
Que me tranques…em [ ti]…
Como fechadura gasta…
pela humidade vasta..em que me perdi...
teu membro erecto onde me abarco e calo
na audaz sensação…
No tesão constante do [falo]…
… línguas errantes…
 bocas…loucas…navegando sôfregas…
Num fim… que se adivinha…inconstante...
Abafamos gemidos, no nosso universo…
Entre beijos…  labaredas de fogo…e versos...
Entras em mim… ardendo...em desejo...
Num jeito, grandioso, e perverso...
queimando...na fogueira...em fogo,
Nosso amoroso.. e louco... jogo!

domingo, 4 de setembro de 2011

Olhar adiado



...Aceito!...
No encontro adiado...
O teu doce olhar...
Tão longa espera...
Fugaz primavera...
Teu corpo abraçado.
Teu eterno amar...
Rebelde...imperfeito...
Num breve começar,
Aceito!…aceito!…
Ainda que, a meu jeito…
Mesmo a sonhar…
Unirei… meus lábios
E no teu ar …Irei…
Certamente… respirar!…
Em… longas... estações…
Que me façam sentir…
Que a espera…foi feita…
De flores e orações…
A imprimir…
E, no teu corpo, aceito, senão…
Aceito!...alentar...e sentir!
Numa audaz tentação…
Abraçar… em ti…o mar
Neste …tão longo…esperar!
Aceito…como não aceitar!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Morro em ti



    Acordas-me pela madrugada…
Com um toque celestial…
…Do nada…

 …Abraço-te…abro-me…
Levanto a cauda do piano
…E toco… P´ra ti!…
…Do nada…

Sem dó… nem ré…
…Em mim!
Maior, que a nota menor…
…Do nada…

Toco uma dança de pernas …de peito
Em mim…
No abraço intemporal do nosso jeito…
…Do nada…

Uno meus lábios num beijo…
E eis…que…do nada…
Morro de imediato em ti!
…Num todo…

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Chuveu no meu rosto


Caem gotas de chuva no meu rosto…
Disfarçam… ainda a tempo…

De pensares que é apenas chuva,
As gotas que estás vendo…

São minhas, estas gotas…”de chuva”
Nasceram, num dia de clareza…

Dia…em que a verdade…
Se lembrou… que estava presa…

Tal como eu, me esqueci de viver!…

Como pode acontecer?
Esquecer-me de mim?! …

Já não sou Eu!

O espelho por engano,
 Mostrou-me com lucidez…
A outra mulher que nasceu!