domingo, 15 de maio de 2011

Abraço

Abraçaste-me
Na solidão
No pensamento
No relógio que batia…
Na passagem do tempo
Na ave que voava
No vento que sentias
Trespassaste-me de amor
E, não sabias
Abraçaste-me na dor
No desejo…
Um novo principio,
O mesmo beijo,
Lábios ajustados
Molhados, quentes
Ofegantes e crentes
Mãos apertadas
Queimadas de desejo
Dois corpos
Balbuciando sons
Como bocejos
Puros e indefinidos
Um cocktail
De prazer
Uma taça de sentidos
Uma garrafa vazia
Um chão de deleite
Uma lareira que ardia
Trespassaste-me de amor
E não sabias
Que bebias em mim
O mais puro odor
Aquele que os mortais
Chamam de amor
Quero-te assim…
Ardente, fiel...
Sedento de ti...
Para sempre presente,
Imortalizado em mim!

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