terça-feira, 24 de maio de 2011

Doce Novembro

Naquela manhã de Novembro…
Amanheci querendo…
Engolir o Mundo em ti…
Olhos húmidos …
Bocas mudas…nucas curvas,
De desejo…e… medo…
Num toque …impensado
Abraço o teu corpo transpirado…
…E…avanço…
Na urgência dos sentidos colados…
Lançamos asas ao gemidos…
…Compassados…
Ao violento…E lento…
Desejo abraçado…
Nossas bocas famintas …
Ávidas de nós…de nossas línguas…
O meu ventre…e o teu ventre …
Molhados…deixavam,
Escapar por entre os meus dedos...
...O desejado...
Erecto e escaldante Falo…
E num credo a preceito…
Arrojado…macio…aveludado…
Entre pernas cruzadas…
E bocas amarradas…a beijos
Numa estonteante vibração
De desejo...
...Sem ensaio...
Nem condição...
Ao nosso recôndito jeito…
Sugo de ti...e tu de mim...
A seiva...perfeita…
A derradeira… a colheita…
Seiva dos teus sentidos …
... Reencarnados...
Carregamos…Então
O Adeus...Final...
Numa dança de amor sem aplausos,
No eterno renascer...que lembro!
De todas as manhãs...
Aquela doce manhã de Novembro!

6 comentários:

  1. Mel este poema é um hino à imaginação e à sensibilidade de uma verdadeira escritora!

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  2. Olá tudo de bom ...
    É de uma verdadeira Poética ...

    Ernesto Castanha

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  3. Amiga, não me vou registar,agora mas quero aqui deixar-te os meus parabéns por tão grande inspiração.Continua és linda e maravilhosa com um coração de fazer inveja! escreves com a alma toda nada na vida tens feito por metade e continuas!
    mais uma vez parabéns.Lara

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  4. Quanto mais te leio,mais me aproximas de ti!
    Está a tornar-se um sonho ler-te!

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  5. Um sonho...não é nada mau!
    que nunca se transforme em pesadelo!
    Obrigada.

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