segunda-feira, 31 de outubro de 2011

No silêncio.



No silêncio onde te busco, sobram-me, sons incapazes…de decifrar!
Na ausência com que luto, resta-me a esperança de… esperar!
O silêncio quase enlouquece …nos sons… intensamente agudos…
Arrastam-me então… os sentidos …por mim inventados, onde não me consigo encontrar!
 Neste absurdo silenciar, de sons que vão cavando fundo… brechas …prontas a enterrar…os receios nesta espera… de voltar…a esperar!
Só, a dor, do mistério …acrescentada… à urgente… vontade… de te ver entrar, pelo meu mundo…sem nada mas mãos, apenas com um coração pronto a amar…aquele que sinto meu!...
Vou abrindo gavetas …sem razão …fechando janelas…amarrotando o fato na espera…procuro-me na escuridão…nem na luz me encontro! Senão…e simplesmente …na busca sem rosto, sem mãos para apertar…procurando o impossível de achar.
Que pretensão…que loucura…como foi que aconteceu…?
Procuro…procuro…
 Apenas um motivo…que mesmo ao de leve…
 …Me leve a pausar…
Só nele me quero encontrar!

2 comentários:

  1. Simultaneamente inquietante e bom, bem delineado, foi como vi o teu texto.
    Há ausências e esperas que nos desesperam...
    Mel, tem um bom feriado e uma boa semana.
    Beijos.

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  2. Numa simbiose onde o jogo de palavras deambula entre a sede emergente que pontifica a busca, numa inquietude permanente, num caminhar, silencioso.Gostei de lê-la aqui.

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