quinta-feira, 28 de julho de 2011

Alucinação

Uma alucinação...excitante...
Queima o corpo , como fogo...
Como estrelas que de longe...
Se vão aproximando ao jogo...
A carne afogueada em desejo...
Entrelaçada de encantos sólidos
Num cerrar de olhos...incógnitos...
Como líquido que se bebe em sorvo,
Na pastagem corporal...
Onde queimamos...intemporal...
Os nossos corpos em fogo!...
Meu corpo escaldando ...em teu corpo...
Deixa escorrer rios de prazer atónito,
Marés de intenso movimento...
Que se distendem...inesperadamente...
De prazer sem tempo!...
Abrem-se grutas em ardidos...
Palavras incontroladas...inacabadas,
Em sufocados gemidos...
Tua boca nos meus seios...
Contemplando...e precipitando,
O desejo precipitadamente...
...Gracioso...
Num balanço...bem ajustado...
Num prender freneticamente...alado,
Em jeito vincado......e precioso...
O final...tão esperado do nosso jogo!





2 comentários:

  1. As tuas palavras são de uma profundidade tal que sem dar por isso...estou envolvida no teu poema, construindo o meu próprio filme...Intensas, reais, és uma poetisa muito completa e sensível...adoro o que escreves, é mel...como o teu nome!

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  2. Hum... mais um belo poema.Parabéns gosto muito!

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