segunda-feira, 25 de julho de 2011

Menina ...Mulher.


Olha quem passa indiferente
Passando tão vagarosamente
Descalça na rua a menina…

Quem a viu crescer?!…

Hoje com suas colinas
Elegante… a menina…
Jamais se esqueceu do trilhar

Trilhar, elegante de sempre

Hoje mulher feita com intenção
De arrasar por onde passa…indiferente,
Toda a multidão!...

Passa…como brasa…
Passa, sem nada tremer...
Como se a vida fosse…

Esquecer-se de a envelhecer…
Ah…menina… a vida,

Que passa é combinação…
Ainda a mesma condição…
Passada…
Doutras que julgavam não ser!

Coisas de gente, jovem, impertinente…
Já não conhece ninguém…

Julgando, ser outro alguém…
Nesta rua que pisando…
A menina de outrora…
vai passando,

Hoje, já cá não mora…
Por ocasião…
A mulher que faz tremer o chão
Sem nada dizer a ninguém…

Tarda a envelhecer! Mas não demora!


1 comentário:

  1. Esta menina ,já "fui eu também"...
    Mas o envelhecer traz outras realizações.
    Mulher-Mel-Menina é sempre "a Poeta",de folha cheia de palavras de ritmo que nos encanta.Parabéns.
    Dulce Ferreira

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