sexta-feira, 22 de julho de 2011

No palco da vida

Abre-se o palco da vida...
Na encenação quase perfeita,
Em marés contidas...
Em frases já feitas...
Ao abandono total…
De sentir por igual...
Num palco inventado,
Num rigor desmesurado...
No cenário de tantas vidas...
Abrem-se fendas nas almas...
Onde escorrem gemidos…
Quebram-se promessas loucas,
Em acordo mentido...
Num saborear de bocas…
Noutros cenários permitidos
Oiço gritar “Bravo”!
No aplauso do argumento...
Encenação que é apenas,
O palco da vida no momento!
Fecha-se o pano e choro…
Choro…
Pela comoção da peça…
Peça, que ninguém entendeu…
Que se representa apenas…
O texto…que a vida nos cedeu!

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