quarta-feira, 8 de junho de 2011

RECORDO-TE



Recordo-te com a lucidez
Do amanhecer  
Com a frescura
Da noite nos braços,
Recordo-te!
Sem querer recordar,
Alcanço-te em sonhos
Acordada,
Como quem quer dizer
Tudo e, … não diz nada
O meu corpo chora,
Do aroma que se perdeu
Na voz que está longe
Das marés e dos adeus
Recordo-te!
Na saudade envolvida
No manto que me despe,
Enquanto ainda estou
Vestida!
A tua pele é minha,
Como as rosas das manhãs
Recordo-te ainda…em tudo,
Até, na minha infame e
Alucinada forma de sonhar
Acordada.


 

2 comentários:

  1. Adorei este teu poema.
    É muitíssimo bom.
    Mel, continua a escrever assim...
    Beijo.

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Um Sonho