segunda-feira, 27 de junho de 2011

VIVER

tanto viver!
Os corpos secam…a gosto
Os cabelos… branqueiam
Na moldura de um rosto
As mentes… padecem…
Por… algo que esquecem…
As mãos …se enrugam …
Os olhos…se fecham…
Os ossos…se curvam…
 
As memórias enlouquecem
O tempo desgasta…o Ser…
Na sua ordem natural….
O que viemos fazer afinal?...
Se temos medo de viver…
De viver…envelhecendo
De sofrer mas…querendo
Amar…e ser amado…
O sonho mais desejado…
De todo e qualquer Ser…
Mas a alma não esquece
Com força determinável
Pura …lei… inviolável…
Voltar a ser o que apetece!
Ao Eterno Renascer!

4 comentários:

  1. Perfeito Mel...qualquer comentário ou elogio, será tão pequeno e insignificante para adjectivar a perfeição com que descreves as etapas da vida. Seja à vida, seja à morte, seja sobre a juventude ou velhice...escreves como um Mestre das palavras, um sábio que sente a vida, em qualquer tempo...mesmo sem ainda ter experimentado o sabor desse tempo...és fenomenal. Parabéns...

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  2. Obrigada pelo teu comentário...
    Mel

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  3. O minha 'velha' amiga estamos a chegar ao limiar de ter a sabedoria que nos dão os anos vividos e por viver .... ninguém como tu para pôr isso por palavras com o respeito e a amizade a todos os que lá chegaram antes de nós.Vamos lá chegar mas ainda muito 'giras' pois então. Bêjos

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  4. Outro, sem palavras.
    Mel quantas saudades.
    jinhos...

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