sábado, 25 de junho de 2011

Silêncio


As palavras que
Não falei,
Escrevo-as agora
Em poesia…
Porque nelas
Me anulei…
De ter minha boca... vazia…
Vazia, dos teus beijos…
Que desejo...Como mendiga…
Os beijos dessa boca
Ardente…
Na minha fogueira,
Não vencida!...
Queimaste meu corpo
Inteiro…
Como chama de luz
Fulgente
Meu ser gélido,
E magoado,
Caminha…
Por entre gente
Já cansado!...
De tantos beijos
Calados…
Nas palavras
Que não falei…
Gritando, para serem
Ouvidas…
Mas… a voz clamou!...
Calma!...
E no mais profundo
Silêncio…
Calei as palavras
Cá dentro!
Perderam a natureza
Contida…
Esmoreceram de incertezas…
Agora…são palavras
Desgastadas…
Pelo tempo que as
Guardei…
Amarelecidas na estante
Dos sonhos…que outrora…sonhei…


4 comentários:

  1. Não se guarda amor tão puro. Desejo tão latente. Belíssima poesia.

    beijo

    ResponderEliminar
  2. Caríssimo Rangel.
    Obrigada pelo seu comentário...

    Mel Almeida

    ResponderEliminar
  3. Só me ocorre uma palavra para definir este poema: MARAVILHOSO...

    ResponderEliminar
  4. Caríssimo anónimo...Obrigada.
    Mel

    ResponderEliminar