quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sente-me


Não tenhas pressa…
Deixa-me tocar-te …
Fecha os olhos…
Sente-me…
Sente a minha boca…
A tactear-te…
Os meus dedos…
A navegarem nos teus medos…
Agarra-me forte …
Não me soltes agora…
Sente-me…
Arrepia-me…
Despenteia-me…com os teus dedos…
Amarra-me…aos teus segredos…
Ou terei dos inventar…
Nesta chama que pulsa…
De paixão…
Onde o meu coração
Arde…sem parar...
Envolto num disfarce…
Urgente, de emoção…
Numa negra espera…
Num luto permanente…
Oh…minha impaciente,
Loucura…
Sem fim…
Que moras na impotência…
Que se despe pura…
De viver-te… em mim!…

2 comentários:

  1. Lindo poema Mel, parabéns. Vi o link na sua página de Facebook e a curiosidade que matou o gato enviou-me ao seu blog.

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