terça-feira, 21 de abril de 2015

Como um poema


A vida foge-me descaradamente
por entre os dedos
como um poema de areia feito ao vento
Que subtilmente se vai desfazendo

*
é neste descontentamento
que me pulam dentro do peito
insatisfeitas,
todas as feridas que me saram, lentas
**
E, é por mim adentro, que entro,
sempre que os meus demónios mudos
ousam segredar-me ao ouvido
Pedindo-me impiedosamente...
Para serem atendidos.
***
E os anjos, passam-me graciosos pelo lado
sorrindo airosos,
pelas batalhas que vou vencendo
****
Mas se o poema não existisse, no verso do poeta,
e ele não o possuísse...Em linha recta
De nada adiantava viver
porque morreríamos todos em silêncio
com o verso atravessado na garganta.
muito antes do poema nascer
*****
O Poema é a razão de toda a paixão
ele nasce e morre quando a palavra tem tesão.

Sem comentários:

Enviar um comentário