quinta-feira, 9 de abril de 2015

Palavras


Só uma palavra
a que se bebe
num corpo frágil
um dedo apontado ao secreto
segredo
Só uma palavra
um beijo
lábios leves
ombros breves
no desejo que se esconde
guardado no peito
Só uma palavra
um sonho
que nasce
outro que morre
na hora
quieta em que desperta
Só uma palavra
na luz submersa do medo
no ruído da escuridão
Só uma palavra
nas mãos
Um sim... Um não...
e a poesia adormece
na geometria que enlouquece
Só uma palavra
para destruir
sonhos de fogo
Só uma palavra
para edificar
auroras na pele
Só uma palavra.
simplesmente rendida
Apenas uma palavra
para anular a imagem e eternizar a vida.

Mel Almeida

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