quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Silêncio

Se os meus olhos puderem navegar
Em lágrimas derramadas…
De saudade...
Serei, apenas olhar vazio…
E barco navegando em alto mar,

Calo em serena agonia…
Como ave, que vai pairando…no dia
Em voos húmidos,
Penas tingidas de óleos e águas
Tão pouco, nos prende e amarra à vida, sem mágoas,

Em madrugadas lavradas de doce e sal...
Onde se morre em toques, e sinfonias...
Em estreitas noites...E  melodias...
De silêncios, vestidos de dedos
E gemidos que queimam…Lábios
…De sonhos e medos…

Luares despidos de Céus… Infinitos...vestidos de véus…
Onde o olhar ventilava …A par
E
Os corpos se aninhavam como anjos em altar…
Oh...Ave minha, pousa no meu ombro, vem descansar!

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