domingo, 4 de dezembro de 2011

O Voo


Não descansarei…

Enquanto, minha alma voar,
Em primaveras e folhas de calendário rasgado

Não descansarei…

Enquanto o meu voo, se augure incompleto
E seja, página de um livro inacabado,

Não descansarei…

Enquanto sentir que o amor, é abrigo e afectos,
Em qualquer sítio, em qualquer lugar,

Não descansarei…

Voarei, sempre em seu rumo,
Neste doce voar, onde adormeço e não durmo,

Não descansarei…
Mesmo que se faça noite, irei a tactear…

Nesta alma, de criança…e mulher
Que voa …voa… sem cansar…

Não descansarei…

Enquanto os teus olhos, não alcançar,
E neles, puder espelhar o meu sonho, e sorrir,

Não, não quero descansar!

Seria morrer, no caminho que me conduz, ao cume
A que me propus escalar,
Ainda que, o cume expluda, em Urbe nuclear…

Não, não descansarei!
Irei até onde, o voo me saiba aninhar!

2 comentários:

  1. Não,não descansarei!
    irei até onde o voo me saiba aninhar!
    Que maravilha Mel adorei!

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  2. Mais um magnífico poema.
    Do princípio ao fim.
    Beijo, querida amiga Mel.

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