quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Existes!



Apetece-me acreditar....
Que em algum lugar existes,
E atestes o lago vazio...
Que guardo neste lugar,
E me catives, me afagues,
Me contemples e me guardes.
Neste lugar rendido, onde me trazes…
Onde me prendes, sem correntes,
Em amarras ausentes…
Em fragmentos, de ventos quentes,
Em obstinados silêncios, a vozear
Que me prendem neste lugar
De onde, não me quero separar…
Lugar, onde te roço, sem te tocar.
Existes!...
Porque em mim clareias, as margens do lago frio
Onde somente escoavam gotas, gastas de leitura.
Agora, é um rio que verte, vida em goteira,
Derramando sonhos a fio, em plena alvura,
No vigilante cativeiro, onde me prendes inteira.

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