terça-feira, 5 de maio de 2015

Onde estás?

Onde está aquele
Que me mostrou
o vulcão quieto e manso
Que circundámos
 com olhares de espanto
E me fez acreditar
com voz firme
Que todos os rios
 têm fome,
E que todas as pedras

 sabem cantar
Onde está aquele?
Que uma vez me disse:
Que todas as vidas

 têm caminhos semelhantes
E um dia sentou,

o tempo no seu colo
Adormeceu as tempestades

 sem rumo
E acordou as tardes 

demoradas e lentas
No brilho dos seus olhos
Onde está aquele?
Que das estradas

 fez tapetes em delírio
Colheu flores

 em muralhas de gente
Na minha boca

 escreveu o seu nome
E no meu corpo

 depositou a semente
Que faz nascer

 poemas órfãos de frio.

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