quinta-feira, 7 de maio de 2015

LIVRE/MENTE


Um dia serei tão livre
Como livres são as aves
E vou ter asas
E bico
E garras
E gritos
E penas
Para escrever
E vou confundir outras aves
Quando cansada do meu voo
Eu tentar repousar
Em qualquer rochedo escabroso
Porque elas,
Vão-me ouvir
Cantar de prazer
Rir de gozo
E chorar de desgosto
Pelo Mundo indecoroso
Onde ninguém sabe amar
Sem exigir possuir, como moeda de troca
E ai...
Não há quem me possa julgar
E serei tão livre
Como livre é o ar.
Agora:
julguem à vontade
enquanto o meu corpo
aprisionado
não tem a liberdade de uma ave.

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