segunda-feira, 8 de junho de 2015

Apeteces-me

 Sim, apeteces-me
como se fosses carne e osso
e se não te vejo
oiço-te.
Ah como amo amar-te
neste desejo em esboço.
Como amei provar-te
quando eras transparente
agora que não te vejo, nem oiço...
Sei que não te amo mais
e que tudo não passou de um sonho pertinente.
Mas apeteces-me indiferentemente
Talvez eu em ti me quisesse saber quem sou.
Aprovado está o desejo
que nos consome, e de nós some, depois de consumado.
Apeteces-me...
Oh palavras...Que tão bem sabem, quando me falam e as escrevo!
Palavra, apeteces-me!

1 comentário:

  1. Também a sua poesia apetece... ler...
    EXCELENTE, minha amiga, gostei imenso deste poema.
    Gosto de todos, aliás.
    Mel, saudações poéticas.

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