segunda-feira, 15 de junho de 2015

Procuro-te

Procuro-te
no cume das montanhas
e não te encontro...
desenterro-te das profundezas da terra
e não te reconheço
mergulho no fundo dos oceanos
e não consigo tocar-te
voo com as aves em céu aberto
e não te vejo
procuro-te
nas multidões
e todos os rostos me parecem disformes
de uma violência enorme...!
Não, não te encontro
nem te procuro mais
porque não sei jamais onde te procurar...
e destroçada a minha alma vocifera num grito abafado
e, é aí que em mim que te identificas, adormecido e tatuado
intacto no sagrado
e despedaçado no profano indefinido.

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