sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Há sempre luz



Apagaram-se as luzes

E o brilho dos teus olhos tombou na escuridão

Mas ainda assim

Sinto-o na minha boca

Ao tactear-te

Em pungente emoção



Oiço neles toda uma sinfonia viva

Tocando-os levemente

E absorvo quase inconsciente

Juras adormecidas



Apagaram-se as luzes

Mas as flores ardem e clareiam os jardins negados

Nas palavras perdidas, ausentes

Em flores ressequidas no caminho

Onde o útero infértil ainda vence

Num longo e fecundo carinho.



E o caule ergue-se de novo

No fogo da paixão

Ainda que se disfarce de adormecido

Renasce pelo beijo dado

No tombo da escuridão.


2 comentários:

  1. Amo as tuas palavras.
    Sinto-as na minha boca, a tactear-te...
    Beijo-te muito

    O teu Pirata

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  2. Já tinha lido este poema, mas devo ter-me esquecido de comentar.
    Gostei imenso, desde que se apagaram as luzes até ao tomba na escuridão...
    Excelente, minha querida amiga.
    Beijos.

    ResponderEliminar

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