domingo, 21 de abril de 2013

INTEIRAMENTE


Abandono-me em ti
Como se fosses o infinito
Absoluto e disponível
E
Solto os nós das amarras
Em arrepios e garras
Embriagada pela fragrância
Dos sentidos

Nesse abandono
Sinto o mundo nas mãos
E faço dele
O nosso estar
Sem qualquer explicação

Ainda que longas
Sejam as horas
Todas…
São como estrelas cadentes
Fugazes e incandescentes

Abandono-me em ti
Como se tivesse a certeza
Que os dias anoitecem
Eternamente
No ombro das manhãs acesas

MelAlmeida

21/ 4/2013

2 comentários:

  1. As juras mais fortes consomem-se
    no fogo da paixão como a mais simples palha.
    William Shakespeare


    abç

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  2. Excelente.
    Um dos teus melhores poemas que já li.
    Beijo.

    ResponderEliminar

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