terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

DESENHO APAGADO

Cansaste-me em palavras cruas,
Que me ardiam desnudadas

Onde desenhaste em gestos de loucura,
Pungentes melodias, mascaradas.

Em actos,
Que me eram partos, sem tempo, nem espaço

Queimando na escuridão, a luz dos meus dias 
Num frio que arrepia, as noites sem nome.

Na minha boca, nasciam-me impérios de pedidos
Folheados em agudos silêncios…Nunca ouvidos.

Agora, apaguei todos os sinais que fui tatuando,
Numa inquietude invertida,

Onde me repousa a mente, protegida.
No cansaço, que em mim descansa.

E me incendeia numa verdadeira paixão,
Em taça de beijos…Na boca da exactidão.

MelAlmeida

1 comentário:

  1. Difícil entender por que um poema tão lindo como esse não tinha recebido nenhum comentário. Meu beijo.

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