sábado, 18 de maio de 2013

UM OLHAR

Cedo-me
Com a consciência de um anjo
Nas tuas mãos abandono o meu ser
E nelas vivo
Todos as razões de viver
Visito o céu
Abraço as nuvens
E bebo a luz do sol
Antes dele nascer
Toco nas estrelas que há nos teus olhos
Olhos, que não adormecem
E ao cerrar os meus
Cantam-me poemas que não sei escrever
Porque,
Só os deuses os ditam
Só os deuses os sabem cantar
Nos momentos
Em que a eternidade
É insuficiente para te olhar

18/4/2013


MelAlmeida

1 comentário:

  1. Uma entrega total.
    Gostei do poema, é magnífico.
    Como sempre, alías, pois gosto imenso da tua poesia.
    Querida amiga Mel, tem um bom domingo e uma boa semana.
    Beijo.

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