terça-feira, 11 de outubro de 2011

QUERO SER VENTO

Queria, saber voar como o Vento…
Aquele, que se sente mas não se deixa tocar…
Queria, ter asas e nesse Vento planar…
Planando, até onde, o Vento, me quisesse levar…
Queria ser diferente, amar sem tocar…sem sentir…
 Viver, na recordação de amar…
Amando, apenas o sopro do Vento…
Aquele que te beija …por eu não ser Tempo…
Mesmo sabendo que o Vento pode soprar,
Em qualquer canto…em qualquer habitar…
Direi ao Vento…onde é o teu lugar!
E, nas asas do Vento … colocarei, afagos…carícias…recados…
Que cheguem onde eu não posso chegar…
E nas asas, do sonho, sonharei  ser  Vento…
Amando, o momento, que eu invente... Chegar!
E ao teu ouvido, puder  sussurrar…
Meu amor… Amo-te… no Vento que te está a soprar!
…Quero ser Vento… apenas pra te Sentir… quero ser Vento apenas para te amar!


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Nunca é tarde!


Nunca, me esqueci, das flores na nossa mesa…
Das velas, nas nossas noites de festa…
Do teu doce preferido…do teu fato vincado,
Do bom dia querido!
Nunca  me esqueci  do teu aniversário…Do nosso armário de recordações,
Nem sequer das lágrimas na nossa tristeza, alegria…ou simples emoções…
…nunca, me  esqueci  do vento…que te arrefecia por fora…
 E, a mim, me arrefecia por dentro…
nunca me esqueci  de te lembrar o quanto te amava…
proferindo a palavra…enquanto, trabalhava…enquanto, sorria… enquanto, chorava…
Ah…só me lembro agora, houve algo que realmente me esqueci!
Ainda, que seja tarde de mais, vou dizer-te sem demora…
Vou dizer-te agora: Esqueci-me… de me lembrar de mim!
Desculpa!...o erro que cometi!

sábado, 8 de outubro de 2011

Passado


Guardei, em canto incerto…
as imagens do passado…
aquelas, que feriam a alma…
por serem verdadeiramente...
fado chorado!...
Já tentei recordar-me…em que lugar as guardei…
pra comparar ao espelho,
os traços marcados, que nelas deixei,
apagaram-se da memória…
de quem não quer, ver o passado!…
              …hoje…
vivo sem guardar mais histórias…
nem chorar mais o pecado…
pecado que cometi …por cantar aquele fado….
e não ser suficientemente… corajosa…
trocando-o… por uma alegre… [ Bossa Nova]

Pinto o meu mundo!


Pintei o vazio de azul…
Com arcos e flechas…douradas,
Pintei cavaleiro e damas, apaixonadas
Pintei um mundo novo … colorido…
Pintei ruas…pintei… travessas…
Vou cobri-las de tonalidades diversas…
Pintando sorrisos e gargalhadas…
Pintando estradas…cinzentas e tristes…
Ainda tenho tinta, de sobra, pra pintar o que não existe!
Pinto o mundo da cor que quero…
 …VER…TER…SENTIR…
Porque este mundo também é meu!...
 E quero ver o Mundo a sorrir!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Meu deserto


Eras, ontem, deserto em mim…
Árido, impenetrável, ausente…
Fria aragem que no meu corpo corria
Miragem desfocada, pura agonia…
Não ousava imaginar, outra forma, outro lugar,
Que não fosse …apenas o momento...
Aquele, que em mim te invento!
Desbravando ideais incompletos …
Sede, incontrolável de afectos…
Oh…Minha  inspiração…meu canto lírico em versos…
Em ti, me  escrevo… me apago…me rasgo …
Me morro e renasço…em cada pausa que faço!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Arco-íris


Navego, nesse olhar de mil estrelas…

Entre a terra …e o mar…

Navego… sem remo, nem vela…

 Navego…e descanso…

Na importância que encerra

Este sóbrio navegar…

 Perco-me, no hífen que nos separa…

Entre o arco… e o íris de um olhar…

Na vida que vai escoando…impermanente…

Entre o meu …e o teu navegar!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Amanhecer


A manhã rompe…tão delicadamente o horizonte
silenciosas…
majestosas…
delicadas…
as mentes….motivam-se para mais uma aurora…
no verbo presente…
A lua, essa, já mal se nota….
no céu dos nossos sonhos…
delicadamente…retira-se descalça…
sem olheiras…
nem ramelas…
nem peneiras…
De quem zelou, pela noite dentro, os pensamentos …
Os sonos profundos as contenda…as ruelas…
As casas sem rumo…
as uvas sem bago…nem sumo…
As andorinhas, essas, indiferentes das suas bagagens …
falam baixinho na sombra dos seus ninhos…
partem em excursões…folionas…
sem roupagem…nem desanimo…
porque  um  dia, irão voltar …alegres…
apenas …com a força que solta…
a audácia duma andorinha…leve…
tal como a lua … parte agora pra outras metas...
E volta sempre….Apaixonada!...
Sempre com a mesma roupa…Mas sempre… de cara lava!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

OUTONO


Quantos Outonos…
Já pisei…
Quantos?…
Hei-de, ainda pisar?!…
Entre folhas, que caem…
Amarelecidas…
outras,
Que caem sem sequer secar…
Entre,
Calçadas que não se molham…
E vontades… que vão voltar!…
E,
As folhas... vão pairando…
Em lentos voos... harmoniosos…
Cobrindo… belos caminhos…
Chorando…  outros tortuosos…
               Outono… que vestes tons…                   
De cinza…bronze e prata…
Amanheces despida…
e grata….
Por seres só ciclo…natural…
Oh…bela estação…
Outonal…
Porque te mostram tão má cara?...
Se és tão calma… e maternal!

domingo, 2 de outubro de 2011

Noite e sonho!


Oiço o cair da noite …no meu lago de emoções…
Calmamente se aconchega …  no reflexo das estrelas
Como manto…doirado nas águas  se confunde
      Em lençóis de seda… a ouro…bordado
Entre nenúfares de prata…a noite   
... Chega …
 A suspirar… exausta….

Sinto no ar…o teu néctar vagabundo!             
 A tresandar…de aromas de musgo e Mundo…
Absorvo-te com dor...              
…dor de raiva…dor de amor…
 Esse lago, onde te banhas… e adormeces…
É o meu lago de sonhos …e de preces…
E,
Nas Inquietantes …noites que me fazes percorrer      
caminhos escuros… e medonhos…
  A sorrir…rogo….em sonhos…
Para que te cubras com a lua...
Não vás ….[tu] noite esfriar… e morrer…na minha rua!

sábado, 1 de outubro de 2011

A PAZ DE UM NENÚFAR


Flutuo… no teu amor…
Como nenúfar no lago…

Pairo em silêncios cantados…
Em noites de aconchego…
Em alvoradas que não descrevo…

Banho-me na frescura dos teus lábios,
No apertado, colorido dos teus braços…
E no teu peito… repousa…O mergulhar do meu cansaço…

Que em mim se dilui, como aguarelas …
Puras… alvas …infinitamente belas…
Como dizer que te amo…meu amor?!…

Se estou mergulhada…em aguas destiladas de fulgor…
As carícias falam…no silêncio…onde te embalo penetrante!
Nasço…e ressurjo…em cada olhar [teu]… Ofegante!...

As palavras… seriam rouquejantes… ruídos…
Não o bastante!…
Para um sentir tão infinitamente… [Sentido]

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Apenas Eu

Quero dizer-te cantando...
acordaram orvalhados ...
os olhos [meus]
saudade...de ti...
de mim...
de nós...
do tempo em que éramos apenas,
um só.
Não te posso pedir: [Volta]
porque esse amor morreu...
na noite em que os sonhos...foram só meus!
As ruas estão desertas...
a cama fria... e incerta...
e a minha alma atenta...
aos sinais do Céu!
O que foi que aconteceu?
Seria eu cega de todo!?
Ou louca por um [adeus]...
Agora sei!...
apenas vejo o vulto...
que era teu...
nos meus sonhos de amante...
amante errante...
na constante sombra do meu [eu]

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Até o sol se cansa




O sol adormeceu de cansaço…
Vem a noite cair…nos meus braços…

A lua sorri…marota…
No meu céu de fantasias…à solta

Brilha, como pérolas brancas…
Num decote ….
Belo…e provocante…

E na terra cai…a sombra…
Tão…Insinuante…

Em cenário perplexo
Matreiro e vadio…

Onde os poetas são sentinelas
Guardiões de amor, versos…e velas…

Lua dos meus sonhos…
Abraço-te em mim

Num abrigo
Sem princípio… nem fim…

Oh…lua…Se sonhasses… tanto
…Quanto[ eu…]

Adormecias…apenas e quando…
Esgotassem… os sonhos meus!







.

sábado, 24 de setembro de 2011

Sotão



Beijo as palavras, por ironia…
Por teus lábios, eu não ter …
Lanço, beijos de fantasia…
Nesta forma do meu viver…

Recebe-os!... São sagrados! …
Os beijos ironizados…
Que beijo e torno a beijar…
São o [tanto]... que tenho guardado.

No sotão das minhas memórias…
Que busco…e torno… a rebuscar...
Nos retratos daquela …história…

Retratos... apenas …p´ra recordar!…
Ah... quantos… devaneios arrasto?
Nas memórias, que não consigo apagar!



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tempo

Preciso, que o tempo
               me dê tempo…

Para fazer sentir…
              ao tempo…

Que o tempo
             não existe…

Preciso de tempo…
              para ser tempo…

E no tempo, ter tempo…
              Para que a tempo…

Eu possa dizer…
             o que o tempo me dite!

E no tempo ficar…
             em tempo, sem limite…

O tanto, que sentia, no tempo
                  e o tempo não me dava tempo …

Para ter o meu tempo…
                       e no tempo ficar…apenas,


Em poemas…escritos… sem tempo!



Silêncio


Peço…silêncio… ao silêncio…

Quero ouvir-te… no silêncio…
Quero sentir-te…. no ar…

Em silêncio…

No ar onde silenciosa a [mente] em silêncio…
Respira…

Para ouvir…para sentir! …
Em silêncios…

Adormecidos no tempo…
Silêncios… que eram apenas…

Apenas…pausa p´ra respirar …
E
Poder dizer ao silêncio:

“Silêncio podes voltar!”
 Já é tempo…de te ouvir...
Falar!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O verbo "amar"


“AMAR”

Já esgotei o verbo
“Amar”
Já deixei de o
Conjugar…

Não sinto vontade
De o escrever,
Nem tão pouco
De o dizer…

“Amor”…
Hoje, é apenas...
Expressão…
Que habita por
Ocasião.

No ego onde quer
Crescer…
Por vaidade…ou não?!

Mas, o Amor a valer
Não é só palavra …

Nem perdão!...
“Amor”…

“Amor”…É Ser!...



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sente-me


Não tenhas pressa…
Deixa-me tocar-te …
Fecha os olhos…
Sente-me…
Sente a minha boca…
A tactear-te…
Os meus dedos…
A navegarem nos teus medos…
Agarra-me forte …
Não me soltes agora…
Sente-me…
Arrepia-me…
Despenteia-me…com os teus dedos…
Amarra-me…aos teus segredos…
Ou terei dos inventar…
Nesta chama que pulsa…
De paixão…
Onde o meu coração
Arde…sem parar...
Envolto num disfarce…
Urgente, de emoção…
Numa negra espera…
Num luto permanente…
Oh…minha impaciente,
Loucura…
Sem fim…
Que moras na impotência…
Que se despe pura…
De viver-te… em mim!…

Sou no Universo


Sou no Universo
uma migalha…
que ao vento
se move, e se espalha…
sou uma centelha…
Divida …
alma grande,
em mulher franzina…
sou quem vai
rodando, o leme …
com força desmesurada…
encontrando-me no [todo]
perdendo-me no [nada]
que grandeza…
tens… Universo?!…
que me propões viver…assim…
esquecendo-me de mim…
em cada manhã...
que acordo…
em cada esquina...
que dobro…
sinto, a missão…a cumprir...
abraçar o Mundo com alma…
e apenas…apenas sorrir!...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ave ferida



Os sonhos que me abatem…
nas horas…
                de delírio…

Onde te escrevo…
                     te procuro…
Na
 Face infinitamente oculta…
                               do meu querer…
Só
 no verbo [amar]
                         me encontro
          …cheia de ti…

Em salmos sagrados…
                            …Te rezo…e me desprezo…
 Nos beijos…
                         em  que te sonho…indulgente…

E, me consomem…em…
tocar-te...como   [gente]


Na cadeia dos meus sentidos …
                 teimas ainda em gritar-me!...

Frases silenciosas …e cruas…
                             palavras…. tuas!…

Que vou temperando…em solidão…
            chorando!...

                     sem de mim, ter dó!…

Na esfera dolorosa … abatida…
                       como ave que cai ferida…

                                     E morre …Só!

domingo, 11 de setembro de 2011

Soletro-te


Soletro-te….
            Em silêncio…
           Com a serenidade de uma pena …
Pairando leve e pequena…
              Ao sabor do vento…
Embriago-me…
           Em pensamentos…de ternura…
Soletrando com doçura…
                              o [teu] nome...
Incrédula…sonho…
            em marés…calmas e planas
Camas de areia… dunas de teias…
           O céu…como manto…cobrindo…
o teu corpo nu…
Imperfeita visão, dos sonhos…meus
                Que vão pairando em pensamentos [ateus]
Em memórias…amarelecidas no tempo
                         …como medronho…
                               ...Soletro-te…Sonho-te…
 Em águas de prata…
               Imortalizo-te…Amarro fragatas…
               Perdidas, no meu imenso mar…
                                              De ilusões…
Em marés que refrescam… [gratas]
Uma história…de tempo, sem tempo…nem contradições.

Sei-te

[…] Sei-te!…
No presente…
Algo fosco…
Algo inconsequente…
Sei-te…em luta…
…Em causa …
Injusta e devoluta…
…Sei-te…
Em farto… lamento…
De, não encontrares o momento…
Aquele, que de mim…
Te ausenta…
De carícias sem tempo…
…Sei-te…aos molhos …
…Sinto nos teus olhos…
Gotas… de amargura…
Em sonhos…pendentes…
Em pesadelos ausentes…
… De ternura!…
…Sei-te!…
Porque…Sei!...
…Sei!...
Mesmo sem dizeres…
Saberei!...Sempre!...
Sempre…Te Sentirei!...

sábado, 10 de setembro de 2011

Vidas



Já, pratiquei a tolerância…
A humildade sem fragrância…

A contenção desmedida…
Hoje, pratico o rastreio de vidas…

Vidas, que não quero aplaudir…
Por serem apenas existências,

De puras vidas a dormir…
Já bebi do fel da injustiça…

Agora, acordei da preguiça …
Que guardei, para não fazer sofrer…

Ah …mas que se compadece…
Por sermos verdadeiro e sérios a valer…

O mundo está mutilado…
De verdade, amor, e compaixão…

São apenas palavras usadas…
P´ra nos gerar contemplação…

Mas um alerta aqui deixo…
Cuidado, não me imitem por favor…

Não vá o rastreio, ser à vossa pessoa
E percam, a sua essência e cor! 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sou fogo!


 
Engulo-te, nas labaredas do meu corpo em fogo…
Fogo, que acendes... num [todo]…
Onde, os meus olhos semicerrados…
Pedem aos teus, abraçados…
Que me tranques…em [ ti]…
Como fechadura gasta…
pela humidade vasta..em que me perdi...
teu membro erecto onde me abarco e calo
na audaz sensação…
No tesão constante do [falo]…
… línguas errantes…
 bocas…loucas…navegando sôfregas…
Num fim… que se adivinha…inconstante...
Abafamos gemidos, no nosso universo…
Entre beijos…  labaredas de fogo…e versos...
Entras em mim… ardendo...em desejo...
Num jeito, grandioso, e perverso...
queimando...na fogueira...em fogo,
Nosso amoroso.. e louco... jogo!

domingo, 4 de setembro de 2011

Olhar adiado



...Aceito!...
No encontro adiado...
O teu doce olhar...
Tão longa espera...
Fugaz primavera...
Teu corpo abraçado.
Teu eterno amar...
Rebelde...imperfeito...
Num breve começar,
Aceito!…aceito!…
Ainda que, a meu jeito…
Mesmo a sonhar…
Unirei… meus lábios
E no teu ar …Irei…
Certamente… respirar!…
Em… longas... estações…
Que me façam sentir…
Que a espera…foi feita…
De flores e orações…
A imprimir…
E, no teu corpo, aceito, senão…
Aceito!...alentar...e sentir!
Numa audaz tentação…
Abraçar… em ti…o mar
Neste …tão longo…esperar!
Aceito…como não aceitar!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Morro em ti



    Acordas-me pela madrugada…
Com um toque celestial…
…Do nada…

 …Abraço-te…abro-me…
Levanto a cauda do piano
…E toco… P´ra ti!…
…Do nada…

Sem dó… nem ré…
…Em mim!
Maior, que a nota menor…
…Do nada…

Toco uma dança de pernas …de peito
Em mim…
No abraço intemporal do nosso jeito…
…Do nada…

Uno meus lábios num beijo…
E eis…que…do nada…
Morro de imediato em ti!
…Num todo…

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Chuveu no meu rosto


Caem gotas de chuva no meu rosto…
Disfarçam… ainda a tempo…

De pensares que é apenas chuva,
As gotas que estás vendo…

São minhas, estas gotas…”de chuva”
Nasceram, num dia de clareza…

Dia…em que a verdade…
Se lembrou… que estava presa…

Tal como eu, me esqueci de viver!…

Como pode acontecer?
Esquecer-me de mim?! …

Já não sou Eu!

O espelho por engano,
 Mostrou-me com lucidez…
A outra mulher que nasceu!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O poder da palavra.

Quem dera poder…
Num só poema dizer,
Todas as palavras…
Em mim contidas…
Todas as esperas
Em fila, despidas…
As palavras que não digo,
São como vulcão …
Prontas a queimar,
Este chão…
De lama em fogo….
Na essência do meu jogo…
As palavras que moram comigo…
Sem tecto… sem pão…
Sem a cara lavada…
Sem a barba aparada…
Sem cama…
Nem roupa que aqueça...
A sede que dispersa...
As, palavras que não digo…
Como mendigos…Amontoados…
Neste meu eterno abrigo…
De palavras… que não digo!

Prenhas palavras

De que vale fornicar,
As palavras…
Emprenha-las…
Num embalo, sem encanto…

Acrescentar ao infinito...
Frases prenhas de pranto…
De revoltas e sofrimento…
Se, o poema simples é dito,

Com pequenos toques,
E muito... sentimento!
Quanto… mais fornicadas…
As palavras, menos falam!…

Menos… falam, e por vezes,
Apenas, calam…
O tanto que se geme…
Em fornica-las, por temer…

Que sejam partos com dor…
Partos… só por ser…
As palavras prenhas…
Que nem chegam a nascer!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

AS PALAVRAS


Palavras aguçadas como espadas,
Arrastam o poeta a dizer...
Tudo o que sente e quer sentir...
No seu mais simples escrever.

De tão simples e maravilhoso,
Toma na palavra a palavra dita...
Como se delas matasse a fome...
Na sua própria escrita…

Só os poetas naturais…
Entendem o sentimento contido…
Em frases que parecem neutrais,
O poeta faz delas todo o sentido!

Quero ser poeta e poder escrever,
Como quem bebe um copo de água
E nas palavras matar a mágoa…
Que sinto… de, as não ter!

Mensagem

Mensagem

Olho o céu…extasiada,
Pelo belo que estou a ler
O teu nome escrito a fogo…
E o meu…o meu…a acontecer!
Penso estar alucinada…
Nesta visão…de luz...
Incandescente….
Que me cega, inocentemente!
Como pode o Céu adivinhar?
Os nossos nomes sem errar?
Aparece então uma Cruz…
A seu lado, está Jesus!
Está triste… eu sei!
 Jesus perdoa-me, por duvidar…
A Ti nada …se oculta!
Estas lá no Alto e escutas
O nome que tanto prenuncio…
 Pedindo-Te de alma e coração:
“Aquece o meu amor”…
Sempre… que sinta frio!”
Jesus, sorri encantado…
E, dá-me apenas um recado:
“Não confies em quem…
 Se veste de alguém…
E, apenas é… Diabo!”

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O Véu


Já vivi tantas... emoções ...
Tantas, coisas belas, sem pedir…
Amei, e também feri, corações…
Sem intenção alguma de ferir…

Delas, guardo o melhor que posso,
Do muito que aprendo na vida…
Uma delas… é o remorso…
Que não sinto, em algumas partidas!

Há sempre uma razão que nos consola
Mais alto que o próprio céu…
Ouvir a alma, como quem pede esmola,

E nos desnuda suavemente do véu,
Dos enganos onde possamos cair…
De quem vive apenas com o fim! De Possuir!
  

sábado, 27 de agosto de 2011

Arte no coração



Sinto um martelo,
Dentro do peito...
Esculpindo…
Uma peça de arte,
Só eu, no meu canto
Imperfeito…
Consigo saber porque bate!
Este martelo, que bate…
Bate…
Lentamente…fingindo...
Fingindo…
Que está esculpindo…
A sua peça de arte!...
Bate, num bater… Inconsequente…
Esquecendo que sou gente...
Que me arrasta, e põe de parte…
Pára martelo!…
Pára de bater!…
Assim, não vou sobreviver…
A tão fortes marteladas…
O amor dói…naturalmente,
Eu sei!
Mas por vezes magoa a gente!
Na urgência, em se aninhar…
Ao coração,
De quem esculpe em nós,
A arte de amar!

domingo, 21 de agosto de 2011

Vesti-me de poesia


Vesti-me de poesia …
Dancei contigo um dia…
Sonhei acordada…
No silêncio que queria!
Despi-me de preconceitos…
E amarrei ao meu peito,
As nossas fantasias…
Delas, fiz meu credo…sem tempo,
Meu viver sem lamento…
Meu sorrir de alegria…
Colhi flores no campo…
P´ra vida enfeitar …
E de tanto…esperar…
Acabaram secando…
As flores, que dançando… 
Iam esperando... o teu chegar,
Até quando a vida suplica?…
Por flores e sonhos…a valer…
Sem caminhos raros a trilhar…
Na alma que se perde…
E se encontra … sem se perder!

sábado, 20 de agosto de 2011

Paixão e Poesia

 A paixão é loucura…
Que o coração acolhe…
É reboliço... sem cura…
Tempo, que não se escolhe!

Oh… coração louco…
Que me feres… a razão…
Deixa-me acomodar um pouco,
À minha nova condição!

Quem nunca amou…não sabe,
Que o caminho é tortuoso…
Que fere, e vai queimando gente…

Em fogueira, a não julgar...
É estranho, mas tão virtuoso…
Aquele... a quem se quer dar!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

De ti...

De ti...
apenas quero...
um sorriso...com alegria...
uma mão vazia...
onde a minha possa apertar...
quero os teus lábios quentes...
como sol que adormece...
a areia plena de gente,
de ti....
quero apenas....
um coração cheio de cor
sem lamentos...
adormecer em silêncio...
e, ao acordar, olhar o teu sorriso,
apenas!...
aquele que me faça acreditar,
que valeu a pena esperar...
de ti...
apenas quero,
o que a vida me levou,
e agora...
e agora... me devolveu...
de ti, apenas quero...
tudo!...
de ti apenas quero ...
ser eu!

sábado, 13 de agosto de 2011

Onde habito


Este lugar onde habito…
Encerra, gritos insuportáveis!
Sentimentos não palpáveis…
Este lugar…onde habito…
Sem gente, sem sorrisos…
Só o vento traz ruídos absurdos,
Gritos vestidos de veludo…
Soluços contidos em luxúria…
De desejos que ardem …
Como vulcão…em fúria!
Neste lugar onde habito…
Por solução…
Há gente que não se move …
 Vontades que não se dissolvem…
Há cais sem barcos…
Sem velas… sem correntes…
 Gaivotas, sem céu pra voar…
Quero um lugar urgente,
Que me faça sentir gente…
Com vontade de habitar…
Neste, ou, em qualquer lugar!...

Um Sonho