quarta-feira, 29 de junho de 2011

Criança


Criança

Criança…egoísta…criança
Que sorri…quando… alcança
O tão almejado…objectivo…
Ser criança… é condição…

De ser puro…de coração…
Não fingir…senão…e tanto…
Receber…por… encanto…
E sorri …por… gratidão…

Queria… ser criança…ainda
Receber …e sorrir …na vinda
Em… qualquer… ocasião…
Mas…sou… grande…e farsola


Vou…sorrindo… egoistamente...
Por dar uma pequena esmola….
Fingindo…ser … consciente…
E, só dar …o que me… consola

A esmola que preciso…pra mim somente…!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

VIVER

tanto viver!
Os corpos secam…a gosto
Os cabelos… branqueiam
Na moldura de um rosto
As mentes… padecem…
Por… algo que esquecem…
As mãos …se enrugam …
Os olhos…se fecham…
Os ossos…se curvam…
 
As memórias enlouquecem
O tempo desgasta…o Ser…
Na sua ordem natural….
O que viemos fazer afinal?...
Se temos medo de viver…
De viver…envelhecendo
De sofrer mas…querendo
Amar…e ser amado…
O sonho mais desejado…
De todo e qualquer Ser…
Mas a alma não esquece
Com força determinável
Pura …lei… inviolável…
Voltar a ser o que apetece!
Ao Eterno Renascer!

Na Noite


Quando cai a noite…
É quando, me envolvo
No teu abraço…

É quando caio de cansaço
De tanto… esperar...
E desesperando vou...


Passando os dias...
Já de mim tão gastos
De esperar... sempre!...

Querendo o teu abraço
Mas... como eu amo…
Este querer… 

Esperar de cansaço...
Até quando…
As noites já vão longas…


E, os meus braços ainda,
Esperando os teus...
No vazio dos meus braços,


Querem desistir... mas,
Eu não permito... quando,
Eles dão sinais de desanimo,
Sinais de cansaço…


Oiço lá longe uns passos…
Parecem os teus passos…
Abraçando os meus braços
Sem puderem alcançar…


O abraço... dos meus braços.



domingo, 26 de junho de 2011

Uma flor


És... bela!
Uma flor…a ti…
Ofereço…
Como prova do todo…
Que… mereces…
Quero… dar-te …flores…
E…ao… Mundo…
Agradecer…
As cores…com que me veste!
Recebe-a… com alegria…
Êxtase …e fantasia…
É uma simples flor…
Foste tu …Mundo…
Que me ofereceste!
Dormias… no meu jardim
Nesta manhã…ao despertar…
Mundo… que és tão belo…
Quando o coração …
Mais simples…sabe exaltar….
Com uma simples flor…
Ao acordar!

sábado, 25 de junho de 2011

Silêncio


As palavras que
Não falei,
Escrevo-as agora
Em poesia…
Porque nelas
Me anulei…
De ter minha boca... vazia…
Vazia, dos teus beijos…
Que desejo...Como mendiga…
Os beijos dessa boca
Ardente…
Na minha fogueira,
Não vencida!...
Queimaste meu corpo
Inteiro…
Como chama de luz
Fulgente
Meu ser gélido,
E magoado,
Caminha…
Por entre gente
Já cansado!...
De tantos beijos
Calados…
Nas palavras
Que não falei…
Gritando, para serem
Ouvidas…
Mas… a voz clamou!...
Calma!...
E no mais profundo
Silêncio…
Calei as palavras
Cá dentro!
Perderam a natureza
Contida…
Esmoreceram de incertezas…
Agora…são palavras
Desgastadas…
Pelo tempo que as
Guardei…
Amarelecidas na estante
Dos sonhos…que outrora…sonhei…


sexta-feira, 24 de junho de 2011

VISÃO


LUZ

Saio para a rua, no meu caminhar
Despreocupada, leve e contente,
Porque adoro caminhar entre gente,
Que sai, para simplesmente vaguear.
Mas, há gente que passa e torce o nariz…
Olho-me nas montras pensando ter,
Algo a descoberto, sem querer.
Continuo-o a minha caminhada
Por vezes em direcção a algo,
Outras vezes em direcção a nada…
Os olhares mantêm-se, quase intímistas
Pergunto-me: “Que raio se passa?”
Terei no nariz algum malabarista?
As crianças sorriem-me, fico feliz!
O sol, parece ter mais brilho então
Caminho…caminho em direcção…
Ao que o meu coração me diz…
Já farta, de tanto caminhar e cansada,
Sento-me, num banco de jardim,
Onde estava uma velhinha curvada,
Sobre si mesma, como quem sofre de dores
E não tem remédios para nada.
Tão sozinha... aquela velhinha…
Parece que não tem morada.
Fiquei, por momentos querendo olha-la
Mas ela esconde o seu rosto de mim.
Julgo, estar a incomoda-la e saio dali
E, eis que a senhora me chama…
Com uma voz que me põe a alma em fogo
Está zangada com a vida penso…
E, a velhinha dita-me um salmo novo!
“Sou Mãe Daquele que te acompanha…
Ao longo das tuas caminhadas…
Sem que desses conta de nada …
Não temas a vida… Ele existe! …
Os que te olham, não te vêem,
É a luz Dele que persiste…
Ao longo dos Tempos e para Sempre!
Sem que deixasse pegadas na calçada,
Que pisas, tão feliz e despreocupada”!



Feliz por ti...

Feliz por ti...!
Se houver no teu caminho…
Um abraço igual ao meu…
Um beijo com carinho…
Um querer-te…como o meu…
Viverei feliz, escrevendo…
O que o amor me for dizendo…
E a saudade me for chorando…
De saber-te longe …
E tão perto…
Um amor …a viver…
Na alma…um deserto...
De lembranças…
Que não esqueço!
Quero-te assim, com loucura!
Ter-te bem dentro de mim,
Como ferida que não cura!
Mesmo sem ti…amor,
Sonharei acordada …
Que me deste, o melhor
Presente…
Uma flor..Cristalizada!
De seres... meu!...meu... amor!…
Numa felicidade inventada!

Leio-te...


Leio-te…
Com tristeza …No que consigo
Ler-te…
Que sinais são estes…
Que leio….
Ao Ler-te?
Sinto-te ardendo
De fantasias…Nas margens…
De ti mesmo,…
És alguém…Ausente…
Na peça, presente…
 De fantasiados dias
Quem és tu afinal?...
Diz-me: se em ti ainda mora,
Algo, que foste um dia?…
Ou... seria eu cega…de todo?!
E, só agora… vejo…
                                                                      A luz do dia!...
                                                                        Ao ler-te!...

MEU...AMOR...


Poema do meu amor
Do nosso amor…
Poema do nosso amor
Quase… perfeito…
 Escrevo-o com a alma
Ao meu eleito…
Como se fossem gemidos
De dor…
Quantos…
Outros... gritos já calei…
Quantas…
Tantas... lágrimas bebi...
Nesta vida que nem sei…
Se algum dia te conheci.

Meu amor quanta ilusão…
Vagueia nesta alma cansada,
O meu sorriso, ficou noutra estação...
E, não amanheceu nesta alvorada...

Nunca... sejas eu...
Nem por uma hora
Não queiras….
Não podes sentir….
Não irias suportar a mágoa…
Na vida que levas-te…outrora…
Contigo ao partir…!

A DEUS


Sinto-te!
Hoje não sei
Se existo?…
Chamo Deus
 E insisto!…
Que Ele atenda
À chamada...
Que me traz,
Angustiada…
Nesta vida que
Não decifro…
Numa ansiedade
Amordaçada…
Será à vida?…
Será à morte?…
Que sensação
Desafiada…
Trazendo minha alma
Sedenta!…
Percorro as estradas
Sem fim…
Ladeadas de espinhos
Inalo o odor
Da solidão…
Bebo o tom
Da ilusão…
Adormeço,
De cansaço…
Sonho Contigo...
Nascendo em mim
Poesia…
Na certeza…
De um dia…um dia!…
Tudo será somente…
Paz… Amor…Alegria!


quinta-feira, 23 de junho de 2011

SOMOS



Sou a tua pele,
Aquela que te aquece
Arrefecendo,
Os teus medos em segredo
Sou a carne que te dói
Quando o tempo,
Quer sentir-te,
E não pergunta se pode
Sou a boca
Que beijas de desejo,
No infinito,
Dos teus e meus sonhos
Sou, os olhos
Com que me olhas
Sou as pernas com que caminhas
Sozinho…
Os braços que te abraçam
Devagarinho,
O ventre que aqueces de prazer
As costas que te amparam
Na queda,
Um anjo faminto,
De sonhos por realizar
Sou afinal, um ser tão igual
A ti mesmo,
Que me perco
Nos meus pensamentos,
E, sinto-te…
Eu…e…TU…
Num só!...Todo o tempo!...

SOU!


…Por vezes…
Não sei quem sou?
O que faço…?
Para onde vou…?
São …só momentos…
Eu sei…!
Mesmo… não sabendo
Vou…!
Procurando ser sempre
Afinal…
Quem sou!
Em cada descoberta
Do meu ser
Em…cada vez
Que vou!
Eu sou… sempre…igual…
Ao que sou!…

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Aceito...!


Aceito…aceito…!
Como… não aceitar…?
A espera...
De um abraço…
O encontro…
De um olhar…
Aceito…uma …só vez…
Ainda que sem tempo…
Me sinta… perdida…
Como estrela
Que não…vês...
Imponho-me…aceitar!...
Aceito…!
E neste pedido…
Espreita…
Um apertado…medo…
No peito…
Neste aceitar …que…
Aceito… sem Condição…
Aceito!...
Sim! …Aceito…!
Seja qual for a razão!

terça-feira, 21 de junho de 2011

MULHER

SEMPRE MULHER!


Mulher Maria
Mãe de Jesus
Mulher amor
Rosa em botão
Espelho de dor
Mulher Mãe
Teresa ou Amélia
Inês ou qualquer…
Mas sempre mulher!
Mulher vestida
Espelho de vaidade
Mulher rasgada
Razão de piedade
Mulher alegre
Sorriso de luz
Mulher que ama
Mulher que seduz
Mulher que chora
Mulher desejada
Mulher violada
Nunca vencida
Nunca acabada
Mulher Mãe
Filha de mulher
Mulher razão
Ou mulher sedução
Serás sempre Mulher

Filhos ...são ...Flores


Filha... e afilhada ..duas flores
Flores…que dão
Cor à vida…
No seu máximo
Esplendor…
Onde existe
Uma flor…
Há vida…
Calor e amor.
Deus… tudo
Conjugou…
No tempo…
Mais que perfeito
Até uma flor
Inventou
Com todo o seu,
Puro ideal…
Para florir…
A minha alma…
Deu-me… esta….
 Filha que acalma
O sonho mais
Maternal,
Minha filha …
Minha flor…
Meu anjo dourado
Sem ti… eu,
Seria um deserto
Ávido de amor
Sem ti nada…
Vale…apenas…Ser!

Sou Romã


Poema dedicado ao Sarau no Páteo das Romãs

Em cada mão que me toca
Em cada gesto impensado
Sou a romã, que apertam,
Em gestos provocantemente
Provocados...
Tocam-me com suavidade...
Tocam-me, com gosto,
De degustar
Tenho coroa, sou Rainha...
Despem-me…
Leve, e suavemente...
Com o requinte que merece
Uma alteza Real...
Com desejo sensual.
Lambe os beiços...
No prazer de provar,
O gosto de uma romã
Firme, Macia, Vermelha,
Sou sangue que pinta os lábios,
Apertados... 
Gosto, que tanto se assemelha
Ao prazer de um trono
Por ti violado...
Sou Romã… sou vermelha,
Tenho coroa…
Sou rainha... e, vizinha...
De tantas... frutas a provar,
Sou Romã… a intentar...
Ser apenas algo desigual,
Na ponta da tua língua...
Na ponta dos teus dedos...
Na loucura dos teus segredos
Provocantemente, a provocar,
Sou... só afinal….
Sempre, e em cada manhã...
Apenas, simples...
bela Romã
Pronta a descascar!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Apareceste


Que Glória!
Apareceste…
Trazendo nas mãos,
Um clarão de amor...
Disseste-me…
Entoando…a voz…
Tem calma…guarda a dor.
Estou... contigo em
Cada paragem...
Lança a tua âncora
Em meu ser...
Atraca-te em mim…
Sou seguro…
Sou fortalezas...
Sou a tua própria 
Certeza…
Não te percas...
dos teus passos...
Não te abandones
Jamais…
Tuas palavras... 
São alimento...
Que guardo...
No meu peito,
Delas irás beber
um dia…
O sabor que tem
a vitória...
E saberás então...
O quanto valeu...
Guardar no peito,
Tudo... o que... é teu...
Teu …e Meu…Também
Que Gloria!

domingo, 19 de junho de 2011

O que é mais puro...





Mel...com teu mel curo...
o que de incerto tenho...
vagueio...nas palavras...
sem as encontrar...
eu escrevo!...tu lavras...
tua doação...e teu empenho!...
e eu?...no incerto...semear....
levarei de mim... o que é mais puro...

Sim...

 
 
 
 
 
 
.sim...iremos...buscar...
encanto...num lugar teu...
unidos...flutuando num corpo só...
sem saber...o que de ti é meu...
trigo moído na nossa mó...
inveja de deuses..gratidão do mar...

A minha sombra


 
A noite fragmenta-me
Os sentidos…
Sufoca-me as palavras …
Latentes no meu peito
Onde a dor já não é tida…
Adormeceu na busca da frase
Prometida…
No meu grito ensurdecido
Mudo…esquecido…em tudo...
Procuro-te!...
Só a minha carne vazia…
Te encontra …no flutuar de mim
Morrem-me as palavras,
Quebram-se as asas…
Nos voos que me desafiam…
Ainda…agora…
Encontrar-me …em ti…
Perdida!...
Resta-me a vontade…
De navegar no teu olhar…
No meu olhar…Mas…
A minha sombra…
Não conhece…
A forma do corpo… Teu…
Transformou-se em fogo,
Em pó…
Evaporando-se aos poucos…
E, Só…
No universo sem tempo…
Na luz sem alento…
Encontra abrigo...
Na sombra, …dos meus sentidos.
Sós…



Um Sonho