terça-feira, 18 de junho de 2013

..Só Tu e Eu…



Quando em mim te percorres
Docemente penetrante
Ausenta-se-me o chão debaixo dos pés
Em inesperado instantes

E
O Céu declara-se-me
Nessa pele de veludo, trigueira
Selvagem,
Numa coragem voraz que me consome inteira

Os teus braços, meu amor
Quando em mim se enleiam
Esses braços que foram talhados
Para me endoidecer
Apressam-me a natureza, de em ti me perder

E
Prontamente a minha carne se desnuda
Em verdes desejos
Amadurecendo velozmente
Ao doce prazer na boca que beijo.

MelAlmeida

sábado, 18 de maio de 2013

UM OLHAR

Cedo-me
Com a consciência de um anjo
Nas tuas mãos abandono o meu ser
E nelas vivo
Todos as razões de viver
Visito o céu
Abraço as nuvens
E bebo a luz do sol
Antes dele nascer
Toco nas estrelas que há nos teus olhos
Olhos, que não adormecem
E ao cerrar os meus
Cantam-me poemas que não sei escrever
Porque,
Só os deuses os ditam
Só os deuses os sabem cantar
Nos momentos
Em que a eternidade
É insuficiente para te olhar

18/4/2013


MelAlmeida

sábado, 11 de maio de 2013

NA TUA PELE



A pele

Em arrepios

Os poros num desvario

Corpos colados

Numa serena inquietude

Como pássaros que cantam

Aleluias nas altitudes

E

O silêncio falando

Falando

Na pele calada

Que a sussurrar vai ditando

Os desejos em escalada

E

Dormitando na pele

Nua

Que nos veste de amor

Embriagados

Num profundo e puro

Num amar firme e seguro

Onde os olhos se beijam

Em lábios colados

11/4/2013

MelAlmeida

domingo, 21 de abril de 2013

INTEIRAMENTE


Abandono-me em ti
Como se fosses o infinito
Absoluto e disponível
E
Solto os nós das amarras
Em arrepios e garras
Embriagada pela fragrância
Dos sentidos

Nesse abandono
Sinto o mundo nas mãos
E faço dele
O nosso estar
Sem qualquer explicação

Ainda que longas
Sejam as horas
Todas…
São como estrelas cadentes
Fugazes e incandescentes

Abandono-me em ti
Como se tivesse a certeza
Que os dias anoitecem
Eternamente
No ombro das manhãs acesas

MelAlmeida

21/ 4/2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

MOMENTOS





És como uma dor
Que se vomita
Em voz rouca
E se redige
Em poesia
Num amargo
De boca


Apenas choram
Nas mãos
De quem as guarda
Numa exactidão
Ausente

Porque
Nada é mais tristonho
Do que não saber
Dar cor à vida, ainda que em sonho

Vida,
Que não se canta
Nem dança
Onde
Apenas fica o grito
Como sufoco
Perdido na garganta

MelAlmeida

Foto de: Jó Almeida

segunda-feira, 4 de março de 2013

VISTO-ME DE TI



Visto-me de ti
Na pele que me se entrega
Nua…
À minha boca
Num rigor insinuante
E nessa veste bendita,
Desmontam-se ruínas,
E nascem obras eruditas

Visto-me de ti
No odor da onça que domina o viço
Que me aglutina e conforta
E sem me dar conta
O dia cessa…
E a noite, essa, não tem portas.

Visto-me de ti…
Em gestos vivos e lentos
Como quem escreve versos,
Na fogueira do tempo
E, nessa doce claridade…
Nascem astros, que cantam no firmamento.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

SÓ.


EXISTEM


CORPO DE PRAZER


MEDITAR


SONHOS


AMANHECER


[...]


PERTO DO CÉU


ALMA SILENTE


MULHER


Um Sonho