sábado, 18 de maio de 2013

UM OLHAR

Cedo-me
Com a consciência de um anjo
Nas tuas mãos abandono o meu ser
E nelas vivo
Todos as razões de viver
Visito o céu
Abraço as nuvens
E bebo a luz do sol
Antes dele nascer
Toco nas estrelas que há nos teus olhos
Olhos, que não adormecem
E ao cerrar os meus
Cantam-me poemas que não sei escrever
Porque,
Só os deuses os ditam
Só os deuses os sabem cantar
Nos momentos
Em que a eternidade
É insuficiente para te olhar

18/4/2013


MelAlmeida

sábado, 11 de maio de 2013

NA TUA PELE



A pele

Em arrepios

Os poros num desvario

Corpos colados

Numa serena inquietude

Como pássaros que cantam

Aleluias nas altitudes

E

O silêncio falando

Falando

Na pele calada

Que a sussurrar vai ditando

Os desejos em escalada

E

Dormitando na pele

Nua

Que nos veste de amor

Embriagados

Num profundo e puro

Num amar firme e seguro

Onde os olhos se beijam

Em lábios colados

11/4/2013

MelAlmeida

domingo, 21 de abril de 2013

INTEIRAMENTE


Abandono-me em ti
Como se fosses o infinito
Absoluto e disponível
E
Solto os nós das amarras
Em arrepios e garras
Embriagada pela fragrância
Dos sentidos

Nesse abandono
Sinto o mundo nas mãos
E faço dele
O nosso estar
Sem qualquer explicação

Ainda que longas
Sejam as horas
Todas…
São como estrelas cadentes
Fugazes e incandescentes

Abandono-me em ti
Como se tivesse a certeza
Que os dias anoitecem
Eternamente
No ombro das manhãs acesas

MelAlmeida

21/ 4/2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

MOMENTOS





És como uma dor
Que se vomita
Em voz rouca
E se redige
Em poesia
Num amargo
De boca


Apenas choram
Nas mãos
De quem as guarda
Numa exactidão
Ausente

Porque
Nada é mais tristonho
Do que não saber
Dar cor à vida, ainda que em sonho

Vida,
Que não se canta
Nem dança
Onde
Apenas fica o grito
Como sufoco
Perdido na garganta

MelAlmeida

Foto de: Jó Almeida

segunda-feira, 4 de março de 2013

VISTO-ME DE TI



Visto-me de ti
Na pele que me se entrega
Nua…
À minha boca
Num rigor insinuante
E nessa veste bendita,
Desmontam-se ruínas,
E nascem obras eruditas

Visto-me de ti
No odor da onça que domina o viço
Que me aglutina e conforta
E sem me dar conta
O dia cessa…
E a noite, essa, não tem portas.

Visto-me de ti…
Em gestos vivos e lentos
Como quem escreve versos,
Na fogueira do tempo
E, nessa doce claridade…
Nascem astros, que cantam no firmamento.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

SÓ.


EXISTEM


CORPO DE PRAZER


MEDITAR


SONHOS


AMANHECER


[...]


PERTO DO CÉU


ALMA SILENTE


MULHER


EM MIM


Um Sonho