terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

S. Valentim

Por mais cartas de amor que te escreva meu Amor, serão sempre insuficientes e áridas as palavras que te possa escrever.
O Amor que sinto e vivo por ti…Não cabe em mil cartas de Amor.
O quanto me fazes Sentir, Viver e Recordar, é tanto…Que nenhum poeta ou escritor, por mais iluminado, sofrido ou feliz, o conseguiu traduzir como ele é sentido na realidade. Sabes porquê meu amor?
O amor não é traduzível! O que a alma sente, não dá espaço só à palavra, mas a atos! Atos de bondade, partilha, solidariedade, compaixão, admiração e respeito. E, todos esses adjectivos são Nossos, e cumpridos em Nós …A isto, eu chamo de “Amor”.

Sei que nunca é de mais, ouvires ou leres o quanto te Admiro e Adoro…O quanto para mim és Importante!
Mas, questiono-me: “Será que o dia da mulher, faz da Mulher mais Mulher?”
Será que o dia do Pai faz dele, mais Pai?
E o dia da Mãe faz dela, mais Mãe?
Será que o dia dos namorados é o dia para Amar?

O sentimento e a partilha que nós vivemos, esses sim, fazem de nós eternos namorados, eternos pais, eternas mães, eternos amantes.
É linda a palavra, “Amor…Amo-te,” e todas aquelas palavras que andam de mãos dadas com a Paixão, eu sei! Mas, elas podem conter tudo…Ou nada!

Para mim, meu amor, sem a pomposidade, com que este dia se habituou a espreguiçar-se, e a alongar-se nas palavras, para que se sinta colocado no dia e hora, com a empolgante distinção, de uma folha de calendário, que alguém que se lembrou de assinalar como importante, para que se vendam flores, postais, prendas e tudo o que possa fazer parte, de um consumismo desfasado de sentimentos.

Não!
Não para nós, meu Amor…A palavra “Amo-te!”, está gasta, é pobre e pouca, está falsificada e banalizada, nas bocas de quem não as tem sabido alimentar e respeitar com o respeito que ela merece. O nosso Amor, não faz parte desse clube, de apenas um dia de palavras doces, flores, postais, prendas ou cartas de amor. O nosso amor está imbuído nos tempos, nos ventos, na chuva, no sol, no céu e na terra.
S. Valentim, habita nesta casa, quando colhes uma flor do jardim e a colocas na minha almofada, quando me acordas no calor dos teus braços, quando sorris p´ra mim, quando a dor é nossa, ou mesmo quando as palavras dão lugar ao silêncio, e, nós sabemos como ele é necessário, porque é no silêncio que as nossas almas falam mais alto.

S. Valentim, é membro da nossa família, come connosco à mesa, dorme no nosso quarto, chora nos nossos olhos, sorri nas nossas bocas, grita nos nossos gritos, congratula-se com as nossas vitórias e entristece-se com as nossas derrotas! Ele está assente na palavra e no ato “Viver!”

S.Valentim, está impresso no nosso calendário, de Janeiro a Dezembro, em nossos corações. O nosso Amor é um Amor Maior, que não se contenta com as breves 24 horas do dia 14 de Fevereiro…
Por isso, meu Querido, não vou escrever-te uma carta de amor p´ra dizer que te “Amo” escrevo-te somente: “Obrigada meu Amor por existires na minha vida, sem ti… Ela, não teria o encanto que ambos sabemos imprimir-lhe!”
Só assim sei dizer: “Amo-te!”

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