sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Quero!



Quero !

mesmo,
que o teu querer seja noite,
e me desalente na madrugada…

quero!
mesmo,
que o teu caminho seja vento,
e me arraste acorrentada…

quero!
mesmo,
que o teu sol seja chuva,
e me embeba como folha vincada…

quero!
Ser um caso poente,
traço, obliquo na curva apertada

quero!
viver-te, encontrar-me,
 no tempo, na íngreme subida…

quero!
ser poema
em corpo de mulher presente…
quero ser, Vida!…

2 comentários:

  1. Que querer tão sentido, Mel. Mais um dos teus muito bons poemas. Beijo

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  2. Obrigada Marta Vasil estavas mesmo em cima do acontecimento, acabei de o colocar!
    Obrigada por me leres. Beijinhos

    ResponderEliminar

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